Cimeira do Clima - Factos

Para o bem ou para o mal fica para memória futura os estudos sobre o estado actual e futuro do clima. No passado dia 18 foi encerrada a cimeira sobre o clima em Copenhaga, sem que os lideres mundiais tenham chegado a um acordo sobre as metas e as medidas a empreender para reduzir os riscos ambientais aos quais vamos ficar expostos.

No passado dia 18 encerrou a cimeira do clima em Copenhaga sem que se tenha chegado a um acordo sobre as metas e as medidas para minimizar os riscos ambientais aos quais a população do planeta vai ficar exposta.

Onze dos últimos doze anos do período (1995-2006) estão entre os doze anos mais quentes desde que há registos de temperatura (desde 1850) se bem que há quem defenda que o período de observação é muito curto para se chegar a essa conclusão.

De forma contínua continuam a ser observadas reduções da camada de gelo e da manutenção de neve nas montanhas.

A precipitação diminuiu significativamente nas regiões do Mediterrâneo e no nosso país nos últimos 20 anos o volume de precipitação tem também reduzido, especialmente na região noroeste do continente. É provável que a frequência de ocorrência de precipitação intensa aumente contribuindo para a erosão do solo ou danos permanentes nas culturas. A investigação disponível sugere um aumento significativo deste tipo de ocorrências em contraste com a diminuição do valor médio de precipitação contribuindo o aumento de episódios de seca em regiões como no Alentejo e norte do Algarve e nordeste Transmontano.

Tem diminuído o número de ocorrência e de duração dos períodos de dias frios, noites frias e geadas, enquanto que a ocorrência de dias quentes e noites quentes se tornaram cada vez mais frequentes. É provável que as ondas de calor se tornaram mais frequentes.

Projecta-se uma redução nos recursos de água devido às alterações climáticas com o potencial de impactos negativos na agricultura.

Na região Ibérica, a mudança climática está projectada para piorar as condições (altas temperaturas e seca) numa região já vulnerável às variações climáticas com a consequente redução da disponibilidade de água, potencial hidroeléctrico, e em geral, a produtividade agrícola. A mudança climática também influenciará a frequência de incêndios florestais.

Os estudos científicos concluem que a única forma de contornar estas questões passa por reduzir os gases com efeito estufa e foi precisamente sobre este compromisso que não houve acordo na conferência.


Imagens: Fonte http://www.ipcc.ch


Valores sobre a variação média da temperatura, nível do mar e camada de gelo.






















Previsão de aumento médio do valor da temperatura da atmosfera.






















Previsão de aumento médio do valor da temperatura da superfície.









Alguns dos impactos significativos devido ao aumento de temperatura.

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