O cúmulo da discriminação


Outro dia um delegado sindical em entrevista à televisão dava como grande vitória o acordo alcançado com a Corticeira Amorim para garantir salários idênticos entre homens e mulheres.
As mulheres discriminadas, ganhavam menos que homens que exerciam a mesma posição na empresa.
No mundo actual em que muito se fala de responsabilidade social a existência de tal desigualdade quebra um requisito mínimo e básico do direito do trabalho, previsto nas convenções mundiais da OIT e que se encontram previstas na nossa legislação laboral bem como de cada país desenvolvido.
Em qualquer país onde direitos dos trabalhadores como estes não são salvaguardados dá direito a processo judicial com pesadas multas para a empresa em incumprimento. Veja-se o que aconteceu nos EUA com a Coca Cola, onde ficou provado que existia discriminação de salários entre funcionários brancos e negros (os negros ganhavam em média 20% menos).
Em Portugal fala-se que o sindicalismo é forte, é capaz, a julgar pelas manifestações que conseguem organizar, pelas greves e paralisações, mas muito, muito fraco a defender os trabalhadores. Um Sindicato que se prezasse tinha colocado a Amorim em tribunal e ganhava. Assim, ficam todos contentes (e o Amorim também) por terem conseguido chegar a um acordo histórico para no prazo de 5 anos conseguirem igualdade ao nível de remuneração entre homens e mulheres.

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