Acabou no fim


Na semana que o Expresso se reposiciona e abandona o formato que sempre o caracterizou e numa altura que o economist publica um artigo de fundo sobre a morte dos jornais, eis que um dos mais influentes semanários portugueses chega ao fim.

Na última edição do Independente vem um resumo da história da imprensa portuguesa, onde se conta que um dos factores para a morte do jornalismo português foi a concentração dos media em grandes grupos económicos que controlam o mercado de distribuição e contribui para que publicações fora do circuito dominante acabassem por fechar as portas. O Independente era um deles. Penso que existe alguma contradição no meio de tudo isto. A força de uma publicação reside no conteúdo das notícias publicadas. E neste aspecto, o Independente era um jornal que publicava noticiais, não era um contador de histórias ou um loby de opinião como nos últimos anos o Expresso se tornou. Nos seus tempos mais loucos, o jornal chegou mesmo a criar um spin off – a revista Kapa, também ela desaparecida que foi a publicação mais inovadora desde a década de 90.

A causa do fecho do Independente vem da situação económica, causada pelo desnorte editorial que o jornal passou após Paulo Portas ter saído do jornal. Nesse período o jornal passou entre muitas mãos que foram alterando a linha editorial e descaracterizando o jornal, ao ponto de ficar irreconhecível e criar o afastamento dos leitores.

[…] Continua.






Ainda não comprei a nova edição do Expresso, mas se deixo desde já uma sugestão: pequem nos catálogos e no lixo e envolvam num saco de plástico como fazem os jornais americanos. Quem não quiser consultar a literatura de casa de banho, pode imediatamente manda-la para o balde do lixo.

Comentários

Anónimo disse…
Pois é. Com o desaparecimento do Independente, resta-nos o "Espesso". Reconheço que tenho sentimentos opostos, pois se por um lado me sinto "vingado" com este acto, pois recordo-me do massacre semanal ao Cavaco durante anos (muitas vezes infundado, e utilizado como arma política do "Paulinho das Feiras"), por outro lado, reconheço que se perde um espaço de divulgação das ideias mais de direita, que eram uma pedrada no charco no pântano socrático e no jornalismo comprado que hoje prevalece em Portugal.
Já deixei de comprar o Expresso, que está irreconhecível.
Espero ansiosamente pelo Sol.
Anónimo disse…
De facto estamos na lei de mercado, de concorrência, por vezes agressiva e pouco leal, também no mercado dos jornais, que hoje mais do que nunca sofrem concorrência entre si e paralelamente contra a televisão, rádio, internet, revistas e afins, pelo que o facto representa pura e simplesmente uma "empresa" que deixou de dar lucro, e teve que fechar.
Os motivos adjacentes a este facto são muito objectivos: o jornal vende menos e tem pouca publicidade.
Tem algum caracter curioso tal ter acontecido no momento ou pouco depois de ter sido eleito PR o grande alvo do independente, e que lhe grangeou fama e lucros - os ataques cerrados aos governos do actual PR.
Eu pergunto com clareza, alguém acha que o independente foi alguma vez independente??????
Fazia falta a portugal um jornal independente, mas não apenas de nome, um a serio!
à ainda a lembrar que desde que o lobby gay deixou de apoiar o jornal ele caiu bastante...
E com esta já é o segundo "artigo" desde blog a comentar que de alguma forma está ligado a gays - deveremos daqui retirar quaisquer
advertências?????????????????

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