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Portugal 2015 a Year in review. You Goddamned Son of a Bitch

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A Maioria Silenciosa parte 2

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Foto: Cidade do Porto, 15 de Setembro 2012, manifestação anti-governamental  Porto a melhor cidade do País Circa 1980 - "Ó mãe,  o banco paga em juros 33%!. Ó meu filho isso não é nada" 1985 - Em Trás-os-montes era normalmente possível ouvir a RDP 1. Apenas. 1994 - Assisto ao encerramento de empresas têxteis, que não conseguiram adaptar-se às alterações da abertura do mercado europeu. 2000 - "Ó Eng.! Não quer meter o carro e a mobília no crédito à habitação? " 2012 - (numa clínica privada) "Pedimos desculpa, mas não aceitamos o protocolo com a ADSE - diz a funcionaria". "Não aceitam? Mas eu não vou pagar a totalidade do exame! Então quem tem Medis, tem desconto e quem tem ADSE não pode auferir desse benefício? ". 2012 - Entro numa infraestrutura inaugurada pelo ministro Mira Amaral (dos governos de Cavaco Silva) onde as escadas não têm uso e vemos a nossa cara na pedra. Vou resumir ao estilo de SMS (sinal dos tempos) o percurso ...

A carta de Intenções do FMI

 Does the next Portuguese government will meet the conditions it signed with the troika? Groucho Marx: Now pay particular attention to this first clause, because it's most important. There's the party of the first part shall be known in this contract as the party of the first part. How do you like that, that's pretty neat eh? Chico Marx: No, that's no good. Groucho Marx: What's the matter with it? Chico Marx: I don't know, let's hear it again. Groucho Marx: So the party of the first part shall be known in this contract as the party of the first part. Chico Marx: Well it sounds a little better this time. Groucho Marx: Well, it grows on you. Would you like to hear it once more? Chico Marx: Just the first part. Groucho Marx: What do you mean, the party of the first part? Chico Marx: No, the first part of the party, of the first part. Groucho Marx: All right. It says the first part of the party of the first part shall be known in this ...

The death of Sócrates

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Ensaio sobre Portugal à rasca

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No dia 12 de Março de 2011, uma manifestação organizada por três jovens através das redes sociais teve uma adesão histórica por parte da população, fazendo lembrar a manifestação da maioria silenciosa em 1974 após o 25 de Abril. Segundo dados não oficiais estiveram presentes 200.000 pessoas em Lisboa e 80.000 no Porto. Independentemente dos números, quem teve oportunidade de lá estar ou assistir às imagens das transmissões televisivas pode constatar que a massa humana ultrapassava em muito as tradicionais manifestações dos sindicatos, um sinal claro da população sente que esta entregue a si própria depois da classe politica a seguir à revolução do 25 de Abril, não ter conseguido proporcionar um conceito de sociedade ao nosso país. Os motivos que originaram a realização da manifestação estão relacionados com a precariedade do mercado de trabalho que os jovens enfrentam e com a falta de oportunidade para o exercício de uma profissão. Contudo muito mais pess...

zzzzzzzzzzzzzzzzzp

Em vez de efectuar uma reflexão sobre as medidas que o governo estabeleceu para combater a pressão dos mercados sobre os juros da dívida pública deixo aqui alguns pensamentos importantes: Outro dia estava a visionar um programa na televisão designado corredor do poder. Falavam dois jovens do PCP e do Bloco de Esquerda talvez com os seus 35 anos com os mesmo vícios dos demais. Na realidade não hão renovação na classe política. Não esperem algo de novo por aqui. Há 10 anos atrás sobrava-me dinheiro ao ponto de poder gastar e comprar. Neste momento não compreendo porque cada vez mais é difícil poupar. Se sair o Euromilhões a um cidadão Português que deu uma entrevista na TVI irá deixar de cumprir horários e passar a "amostar". Este tipo de mentalidade demonstra o mau exemplo que o Estado deixou na sociedade. Hoje foi almoçar com dois empresários que me diziam que estavam fartos de trabalhar e cada vez mais ter de pagar mais impostos e lidar com pessoas que não querem trabal...

30 years

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30 years passed since last IMF visit. Seems this time Portugal doesn't need another bailout, because Portuguese government corrected the problem. Only. It did not implement corrective actions to eliminate the cause of Portuguese debt. If Portuguese Prime-Minister drawn a concept map like the one bellow that represents the Afghanistan stability, maybe it could figure it out how to do it (this map is some kind a joke of the lack of Pentagon's understating of Afghanistan situation).   

Para memória futura

Porque não quero que o meu país se torne no Brasil de Collor de Melo, publico o despacho do procurador de Aveiro sobre o caso face oculta, onde é referido que existem fortes indícios de crime de atentando contra o estado de direito. Fonte:  Jornal Sol . "Nas intercepções telefónicas autorizadas e validadas neste inquérito, em diversas conversações surgiram indícios da prática de outros crimes para além dos directamente em investigação nos autos, tendo sido decidido genericamente que se aguardaria pelo desenvolvimento da investigação com vista a garantir o máximo de sigilo e eficácia, excepto se as situações decorrentes destes conhecimentos, pela sua gravidade e circunstâncias, exigissem o desenvolvimento de diligências de investigação autónomas que impusessem a imediata extracção de certidão. Sucede que do teor das conversações interceptadas aos alvos Paulo Penedos e Armando Vara resultam fortes indícios da existência de um plano em que está directamente envolvido o Governo p...

As eleições

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Falta uma semana para as eleições no parlamento. Numa altura em que os Portugueses continuam entregues à sua sorte vale a pena ler o último livro de Medina Carreira. "Do que mais se queixam os Portugueses?Do desemprego elevado, dos salários baixos, das pensões exíguas, da pobreza crescente, dos impostos altos, da “hipoteca” dos endividamentos e do futuro sem esperança.Em Portugal, que futuro?, Medina Carreira analisa a especificidade da crise portuguesa e alerta para a urgência de trabalhar para a superar. Afirma que: “Portugal suporta uma crise, grave e duradoura, que é só sua e que só aos Portugueses compete resolver.Já desperdiçámos um tempo precioso e nada fizemos para atenuá-la, muito menos para superá-la. Poderemos empobrecer lentamente até que da Europa só nos reste a geografia. Poderemos fingir que tudo está no bom caminho, mesmo quando sabemos que não está. Poderemos confiar nos acasos, com um optimismo que é apenas uma imensa irresponsabilidade. Uma coisa, porém, é cert...

BPP

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Acaba de ser anunciado ontem pelo Ministro das finanças que o estado não vai intervir definitivamente no BPP e por conseguinte o Banco vai entrar em falência lenta. O ministro Teixeira dos Santos admitiu que o dinheiro dos contribuintes não iria ser gasto no banco porque não existe nenhum interesse público que justifique a intervenção. Partindo do pressuposto difícil de aceitar porque até hoje ninguém entendeu qual o interesse que esteve por detrás da intervenção no BPN (o motivo nunca foi explicado) recomenda-se a leitura atenta deste livro, Street Fighters que relata as últimas 72 horas do famoso banco Americano Bear Stearns . Este banco foi comprado pelo J.P. Morgan Chase a um preço por acção de 2 dólares (claramente subavaliado) após no final de um dia de operação (quinta-feira) os responsáveis do Bear Stearns terem chegado à conclusão que não tinham recursos financeiros para realizar as operações na praça. A lição a reter da leitura deste livro é seguinte: num país como o...

A Espuma

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O Livro recentemente publicado por Adriano Moreira criou-me bastante expectativa dado o percurso político do Professor. Foi Ministro do regime ditatorial onde ficou encarregue da gestão da política ultramarina, foi líder do CDS e é considerado nestes últimos tempos um dos últimos “Senadores” Portugueses. Tendo em atenção que se trata de um livro de memórias, temos de respeitar a opção da redacção escolhida e dos temas abordados, contudo penso que se trata de uma oportunidade perdida dada as experiências pelas quais o Professor passou. Numa altura em que existe algum revivalismo dos tempos da ditadura e do pós 25 de Abril fruto de muitas publicações sobre esses períodos feitos por historiadores, estudiosos ou por outros intervenientes nos diversos períodos políticos Portugueses estaria á espera que nos fosse trazido o que se passou e porque se passou por quem lá passou. O Livro começa com alguma ternura sobre o tempo em que se relata as origens Transmontanas e a passagem para a cidade ...

Portugalo

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Num período em que se tem tanto falado dos problemas e das soluções do nosso país, uma empresa decidiu promover o País com produtos como estes galos, clássicos que indicam o tempo. Segundo indica a revista do jornal Expresso desta semana, este produto é popular nas lojas de free-shop dos Aeroportos pelo que vale a pena investir na sua comercialização fora de portas. Para além deste fantástico produto, também são comercializadas outras coisas como uma lata de atum barato em conjunto com uma boneca de uma varina. Sob o ponto de vista de negócio parece uma boa ideia, mas são precisamente estas ideias que ajudam a promover da pior maneira o nosso País.

20 Anos de Revista Exame

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A revista Exame que passou os últimos 20 anos a promover quase sempre os mesmos empresários Portugueses, onde os artigos estão camuflados de publireportagem , lançou para as bancas uma edição especial em Abril onde faz uma análise sobre o desempenho dos negócios, das empresas e dos empresários do nosso país. Vale a pena a olhar para os números do nosso descontentamento. Passados 5 anos do artigo publicado na McKinsey Quartely com o nome " Making Portugal competitive ", é com alguma tristeza que se verifica que Portugal continua a não descolar do fundo do pelotão. Compre a revista e analise os números por si (PIB, emprego e investimento). Esqueça as fotografias dos empresários e das obras públicas.

América Latina

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Hoje num restaurante estavam sentados ao meu lado dois casais de Espanhóis. Demonstraram interesse pelos vinhos. Pediram um vinho e não gostaram. Era seco diziam bem alto para todos ouvirem. Mandaram vir outro mas também não gostaram. Por último lá se ficaram por uma terceira garrafa um pouco contrariados. Iam abanando a cabeça descontentes pela alegada falta de qualidade do vinho que lhes estava a ser servido. Posso assegurar que pelo menos um dos vinhos é muito bom porque tenho hábito de o beber e chegou a fazer parte da famosa lista do Wine Spectator. Para quem não conhece o mercado de vinho Espanhol é importante realçar que uma grande parte dos vinhos produzidos no país vizinho tem padrões de sabor orientados para a gulodice (são vinhos de sabor apetitoso, de sabor intenso e que sabem muito a fruta) e dentro de um determinado perfil de consumo internacional. Isto não quer dizer que os vinhos Portugueses sejam piores, contudo quem esteja habituado a beber vinho Espanhol estranha o ...

Manela

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Numa semana em que Manuela Ferreira Leite fez o seu primeiro comício pelo PSD, precedida de uma entrevista na televisão, os Portugueses perceberam que também o PSD em conjunto com os outros partidos não contribuem com soluções para ultrapassarmos as dificuldades que o país vai ultrapassar devido à crise económica. Ficou-se a saber que única ideia para combater a crise é suspender o projecto do TGV. Muito pouco para quem quer tomar conta do país. Todas as restantes respostas se refugiavam em estudos e análises necessárias para tomar decisões. O Presidente da República tem alertado nos últimos discursos que os interesses partidários estão-se a sobrepor aos interesses do país e assim iremos continuar.

A Crise ano 11

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Cavaco Silva promulgou ontem o Estatuto dos Açores, um diploma que considera colocar em causa os poderes presidenciais que lhe foram atribuídos pela constituição, através da promulgação feita através de uma lei ordinária. O Presidente da Republica já se tinha insurgido contra esta lei quando foi pela primeira vez votada na Assembleia da Republica, quando no último dia de Julho fez uma comunicação inédita ao país sobre este assunto. Na declaração que fez ontem sublinhou “abala o equilíbrio de poderes e afecta o normal funcionamento das instituições da República” [….] “a situação agora criada não mais poderá ser corrigida” e “introduz um precedente muito grave” […] “abala o equilíbrio de poderes e afecta o normal funcionamento das instituições da República”, que ficam sujeitas à “contingência da legislação ordinária”. E acrescentou: “A qualidade da nossa democracia sofreu um sério revés” […] “a actual Assembleia da República aprovou uma disposição segundo a qual os deputados do parlame...